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Deputada Gisela se compromete a seguir feminicídio de Gabrieli, morta por PM em Cuiabá

 

Vídeo que tem circulado nas redes sociais e replicado em sites de notícias, em Mato Grosso, revela suposto cenário deixado com a morte de Gabrieli Daniel de Moraes, de 31 anos, assassinada pelo ex-marido, o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, de 33 anos. Gabrieli foi cruelmente assassinada neste último domingo, 25 de maio[2025], na residência do casal, na Rua Paraju, no bairro Praeirinho, em Cuiabá.

Após torturar e matar a companheira, o policial fugiu com os filhos de 3 e 5 anos, deixando-os com os pais, em Várzea Grande. E na madrugada de segunda(26), o feminicida se entregou na Delegacia Especializada em Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), falando em arrependimento

O vídeo registrado por um familiar da vítima, mostra grande quantidade de sangue na casa onde Ricker e Gabrielli viviam com os filhos. Eles tiveram acesso ao imóvel após trabalho da perícia e começavam a limpar o local, quando fizeram a filmagem. Na imagem é possível ver a poça de sangue onde foi encontrado o corpo de Gabrieli. Os  rastros de sangue formam uma espécie de triângulo até porta da frente da casa.

Ao site Única News, o delegado Edison Pick, da Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHHP), que realizou as primeiras diligências do caso, confirmou que as imagens são do local onde Gabrieli foi morta. Explicando, contudo, que os sinais que supostamente mostrariam que ela teria sido arrastada foram realizados pela equipe da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que precisou mover o corpo.

“A perícia precisou mover o corpo para melhor análise preliminar. Em seguida, ele foi colocado no saco de transporte e, como a urna não fazia ângulo para entrar na porta, novamente arrastou o corpo já dentro do saco, sobre o sangue que havia na residência”, disse o delegado, explicando que a ação foi necessária para retirar o corpo de Gabrieli do local e o levar até o Instituto Médico Legal (IML), onde foi feito o exame de necropsia.

Família acredita em tortura

Áudios de dona Noemi Daniel e de Bruna Daniel – respectivamente mãe e irmã da Gabrieli  – repassado à jornalistas por meio da assessoria da deputada Gisela Simona (União Brasil), relatam que vítima sofreu uma série de torturas antes de receber os tiros[na cabeça, barriga e perna] do feminicida. Que ao se entregar, alegou arrependimento.

Uma mentira gigantesca – conforme os familiares -, para quem impôs uma sessão de tortura à esposa antes de mata-la. ‘Como picotar seu cabelo, quebrar seu maxilar, afundar seu crânio, perfurar várias partes do corpo com arma branca’.

A deputada federal Gisela Simona que se comprometeu seguir pari passu as investigações, está em tratativas com o secretário de Estado de Segurança, Coronel PM César Augusto de Camargo Roveri. Nas redes e na imprensa, a parlamentar unista – líder da bancada feminina do União Brasil, na Câmara Federal, e relatora do ‘Pacote Antifeminicídio’, que já virou Lei desde outubro do ano passado -, assegurou ‘que não adianta um feminicida alegar arrependimento, após tirar a vida da esposa, da mãe dos seus filhos, destruindo toda uma família’.

Ao ainda subir o tom e garantir que o lugar de feminicida é na cadeia. “Não adianta alegar arrependimento. Seu lugar é no presídio, cumprindo a pena no rigor da lei que, inclusive, relatei e ajudei a aprovar. É cadeia e ponto!”.

O PL nº 4.266 de 2023, que virou Lei nº 14.994, já vale em todo território nacional desde 10 de outubro de 2024, e eleva para até 40 anos a pena para o crime de feminicídio. E ainda aumenta as penas para outros crimes contra a mulher, incluindo lesão corporal e injúria, calúnia e difamação.

Trechos reunidos dos áudios

“Ela estava toda deformada. Ele praticamente quis acabar com ela, destruir ela, e conseguiu. Ela foi encontrada toda ensanguentada, com o cabelo todo picotado […] Na funerária, o rapaz constatou que as costas e os braços dela tinham muitos golpes de faca. E a gente não sabe porque estão escondendo estes detalhes. Prova disto que a funerária relatou que o procedimento para preparar o corpo para ser transladado demorou devido a estar muito cortado, com muitas perfurações, então eles tiveram que costurar”.

Ricker passou por audiência de custódia na segunda, quando a defesa pediu pela liberdade provisória alegando quadro de depressão grave, quadro de instabilidade emocional e episódios de ideação suicida. O pedido foi negado e a Justiça determinou que ele ficasse custodiado em cela no Bope.  A arma utilizada no crime foi apresentada na delegacia pela Polícia Militar.

Gabrieli teve o corpo transladado para o Pará, terra de seus familiares, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública que ofereceu o transporte. E os valores arrecadados com failiares e amigos ajudaram a custear a preparação do corpo na funerária para o translado. (Com informações dos sites Folhamax e Única News)

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