Fortalecer a Rede Estadual Itinerante de Proteção às Mulheres, com equipes multidisciplinares e a Van Rosa, levando atendimento às mulheres do campo, das florestas e das águas.
Ampliar a assistência técnica, a emissão de documentos e o acesso ao crédito, aumentando os investimentos em microcrédito do Inclusão Rural, por meio do FUNDAAF – SEAF, prioritariamente para mulheres.
Reconhecer a mulher da agricultura familiar como produtora, empreendedora, gestora e titular de direitos, valorizando seu trabalho e assegurando sua participação nas decisões sobre a produção, a renda, o patrimônio e o futuro da propriedade.
Instituir uma política estadual permanente de autonomia produtiva para as mulheres da agricultura familiar, com assistência técnica e extensão rural continuadas, elaboração de projetos, gestão financeira, inclusão digital e acesso à segurança hídrica, energia, conectividade, mecanização de baixa potência e tecnologias de adaptação climática adequadas à realidade de cada território.
Garantir atendimento prioritário e simplificado às mulheres nos programas de crédito e fomento, com orientação antes, durante e depois da contratação, mecanismos de garantia compatíveis com a realidade da agricultora familiar, incentivo a projetos sob sua responsabilidade direta e acompanhamento para que o recurso se transforme em renda, patrimônio e independência econômica.
Apoiar a regularização civil, cadastral, fundiária, fiscal e sanitária, articulando com os órgãos competentes a inclusão e a atualização no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), a segurança da posse, a titulação conjunta ou individual, quando cabível, e a orientação sobre herança, contratos, direitos patrimoniais e sucessão.
Ampliar os canais de comercialização da produção das mulheres, conectando-as às feiras, ao mercado privado, às compras públicas, ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), ao marketplace estadual da agricultura familiar e a outras plataformas digitais, com apoio à agroindustrialização, à regularização sanitária, à embalagem, à marca, à logística e à agregação de valor.
Incentivar redes, grupos, associações e cooperativas lideradas por mulheres, sem condicionar o acesso individual ao apoio público à participação em organização coletiva, fortalecendo tanto os empreendimentos próprios quanto as iniciativas comunitárias.
Levar a rede de proteção até as áreas rurais, com canais sigilosos, atendimento itinerante, transporte emergencial e fluxos seguros de encaminhamento, capacitando agentes de saúde, assistência social e extensão rural para identificar situações de violência e orientar a mulher sem expô-la a novos riscos.